Acordes entre o singular e o plural: a voz que canta a vida e a morte em Grumixamas e jaboticabas, de Viviane Nogueira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25094/rtp.2026n47a1220

Palavras-chave:

Escrita de si, Poesia contemporânea, Vida, Morte, Voz

Resumo

Tendo em vista a emergência de uma voz poética que investiga a vida e a morte, entrelaçando a escrita de si a uma reflexão sobre a linguagem, pretende-se fazer considerações a respeito de Grumixamas e jaboticabas (2022), de Viviane Nogueira. O intuito é examinar como se constitui uma trama de estima entre o eu do poema e a pluralidade da vida terrestre, concentrando-se no embate com o passado colonial brasileiro, que alça essa voz enunciadora a um pensamento acerca da coletividade. O aparato teórico deste estudo será A chegada da escrita (2024), de Hélene Cixous; Vozes plurais: Eloso.ia da expressão vocal (2011), de Adriana Cavarero; e "Minhas palavras estarão lá'' (2020), de Audre Lorde. O objetivo deste artigo é demonstrar como a prática da escrita de si se entrelaça a uma especulação em torno do processo de composição poética.

Biografia do Autor

Carla dos Santos e Silva Oliveira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Doutoranda em Literatura Brasileira pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), bolsista CAPES. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Leonardo Davino de Oliveira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Professor do Departamento de Literatura Brasileira e Teoria da Literatura e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), bolsista PQ/CNPq e procientista UERJ/FAPERJ. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Referências

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Publicado

2026-01-25

Como Citar

dos Santos e Silva Oliveira, C., & Davino de Oliveira, L. (2026). Acordes entre o singular e o plural: a voz que canta a vida e a morte em Grumixamas e jaboticabas, de Viviane Nogueira. Texto Poético, 22(47), 213–229. https://doi.org/10.25094/rtp.2026n47a1220