Escuta, espanto e canto: o percurso do poema em Ferreira Gullar

Autores

  • Ana Carolina da Silva Mota Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas - UNESP de São José do Rio Preto
  • Susanna Busato Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas - UNESP de São José do Rio Preto.

DOI:

https://doi.org/10.25094/rtp.2018n24a418

Palavras-chave:

Ferreira Gullar, espanto, cotidiano, poema.

Resumo

Ferreira Gullar afirmou em diversas ocasiões, em textos críticos, biográficos e entrevistas, que sua poesia nasce do cotidiano e do espanto, que é a sensação de estranheza diante de objetos e situações já conhecidos. O objetivo deste artigo é observar se essas afirmações, feitas no plano teórico, de fato se dão na obra poética de Gullar, ou seja, se a fonte do poema é o cotidiano e o espanto diante dele. Para tanto, selecionou-se alguns poemas de Muitas vozes (1999) e serão considerados, além de escritos teóricos do próprio Gullar, textos de Octavio Paz, Maurice Blanchot e Jacques Aumont.

Biografia do Autor

Ana Carolina da Silva Mota, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas - UNESP de São José do Rio Preto

Mestranda do Programa de Pós-graduação em Letras da UNESP de São José do Rio Preto. Área de concentração: Teoria e Estudos Literários.

Susanna Busato, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas - UNESP de São José do Rio Preto.

Professora Doutora do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários - Área de Literatura Brasileira.

Referências

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Publicado

2018-01-31

Como Citar

da Silva Mota, A. C., & Busato, S. (2018). Escuta, espanto e canto: o percurso do poema em Ferreira Gullar. Revista Texto Poético, 14(24), 204–219. https://doi.org/10.25094/rtp.2018n24a418