A ressignificação do épico em Yacala, de Alberto da Cunha Melo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25094/rtp.2026n49a1293

Palavras-chave:

Poesia brasileira contemporânea, Ressonâncias épicas, Poema Narrativo, Forma poética

Resumo

O presente artigo investiga as particularidades formais e temáticas da obra Yacala (1999), de Alberto da Cunha Melo, como um poema narrativo produzido na contemporaneidade, identificando a configuração das inter-relações épicas e líricas, como gêneros literários. Para tanto, procede-se à análise dos elementos temáticos e estruturais empregados pelo escritor, que permitem estabelecer um paralelo com as características da epopeia e, ao mesmo tempo, assinalar seus afastamentos, com atenção ao uso da retranca, da métrica, das rimas, das figuras de linguagem, do enjambement, das conjunções e dos recursos sintáticos de caráter explicativo. A análise incide sobre a composição das cento e quarenta retrancas, que constituem o poema, procurando compreender de que maneira os procedimentos formais contribuem para sua organização rítmica e para a construção dos sentidos. Mesmo com a preponderância do verso octossilábico e de um esquema de rimas regular, aparecem variações que revelam a flexibilidade da forma criada pelo poeta. Os recursos estilísticos e sintáticos, integrados à métrica, ajudam a moldar o personagem e a conduzir a narrativa.

Biografia do Autor

Érica Roberta Dourado, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Mestre em Letras pelo PPG-Letras da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/Campus de Três Lagoas. Professora da Secretaria Municipal de Educação de Três Lagoas/MS. Três Lagoas, Brasil.

Kelcilene Grácia, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Professora Associada IV do Curso de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Três Lagoas/MS, Brasil.

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Publicado

2026-09-27

Como Citar

Dourado, Érica R., & Grácia, K. (2026). A ressignificação do épico em Yacala, de Alberto da Cunha Melo. Texto Poético, 22(49), 81–97. https://doi.org/10.25094/rtp.2026n49a1293