Cecília e Mário: um romanceiro, uma rapsódia e o ouvido

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25094/rtp.2026n49a1284

Palavras-chave:

Cecília Meireles, Mário de Andrade, Romanceiro da Inconfidência, Macunaíma, Oralidade

Resumo

Este artigo analisa comparativamente Romanceiro da Inconfidência (1953), de Cecília Meireles, e Macunaíma (1928), de Mário de Andrade, a partir da retomada moderna de formas narrativas associadas à tradição oral. Tomando como ponto de partida os dispositivos enunciativos que encerram as duas obras — a escuta das vozes da Inconfidência e a transmissão da narrativa pelo papagaio de Macunaíma —, argumenta-se que ambos os livros se organizam em torno de uma reflexão sobre os circuitos de produção, transmissão e preservação da narrativa. Embora mobilizem formas historicamente vinculadas ao romanceiro e à rapsódia, as obras não operam por emulação nem por estilização historicista. Ao contrário, realizam uma transfiguração dessas matrizes genéricas, incorporando-as a um horizonte moderno marcado pela escrita, pela circulação impressa, pela consciência da ficcionalidade e pela centralidade da subjetividade autoral.

Biografia do Autor

Paola Resende, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Doutoranda no Departamento de Teoria Literária (DTL/ IEL), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, Brasil.

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Publicado

2026-09-27

Como Citar

Resende, P. (2026). Cecília e Mário: um romanceiro, uma rapsódia e o ouvido. Texto Poético, 22(49), 44–65. https://doi.org/10.25094/rtp.2026n49a1284