Entre la guerra y la lírica: el Yo fragmentado en "Acabada a segunda guerra mundial"
DOI:
https://doi.org/10.25094/rtp.2026n47a1238Palabras clave:
Autorretrato, Fragmentación, Ruinas, Identidad, IroníaResumen
El artículo analiza el poema "Acabada a segunda guerra mundial", de Golgona Anghel, destacando cómo el autorretrato allí construido rompe con la tradición confesional y lírica. El texto evidencia la permanencia de las ruinas de la guerra como metáfora de la precariedad, la crisis y la inestabilidad contemporáneas, articulando voces oficiales, ironía y fragmentación. A partir de la base teórica, se muestra que el yo poético surge descentrado, atravesado por discursos externos y por la falla del lenguaje. Así, el poema configura un autorretrato crítico e inestable, que desplaza la noción de identidad y resignifica la experiencia histórica y subjetiva.
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