Por una (mito) poética ritualista y alquímica en Metal Rosicler, de Cecília Meireles

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.25094/rtp.2026n47a1170

Palabras clave:

Literatura brasileiía, Cecília Meireles, Metal Rosicler, Ritual, Alquimia

Resumen

Este trabajo tiene como objetivo investigar el uso del lenguaje simbólico de Cecília Meireles, describiendo la manera en que la poeta rescata concretamente las colecciones de mitopoesía e imágenes rituales y alquímicas del libra de poemas Metal Rosicler (1960), para elaborar un lenguaje poético y simbólico. El yo lírico dialoga con distintas instancias de la existencia humana, utilizando el agua como uno de los principales elementos naturales para explorar su recorrido espiritual y existencial. El agua, que en alquimia se asocia a la solutio (proceso de disolución o solución), aparece como símbolo fundamental en el proceso de transformación del ser, siendo esencial tanto en la formación de la vida como en la construcción de la poética del narrador. Meireles activa memorias que trascienden el nivel individual, alcanzando una dimensión colectiva e histórica, resaltando la interdependencia entre la memoria personal y el contexto social. Así, se utilizan autores como: Darcy Damasceno (1973), Leila Gouvêa (2008), Carl Jung (1971), entre otros.

Biografía del autor/a

Rodrigo Felipe Veloso, Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES)

Docente no curso de Letras do Departamento de Comunicação e Letras da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Montes Claros, Minas Gerais, Brasil.

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Publicado

2026-01-25

Cómo citar

Veloso, R. F. (2026). Por una (mito) poética ritualista y alquímica en Metal Rosicler, de Cecília Meireles. Texto Poético, 22(47), 9–36. https://doi.org/10.25094/rtp.2026n47a1170