"Ver no escuro" é infinito

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25094/rtp.2026n47a1233

Palavras-chave:

Cláudia R. Sampaio, Metapoesia, Imaginário, Poesia portuguesa contemporânea

Resumo

Cláudia R. Sampaio é uma das vozes da novíssima geração da literatura portuguesa, possuindo uma produção que transita pela poesia, teatro, cinema e artes plásticas. Este artigo analisa aspectos de sua metapoesia a partir do livro Ver no escuro (2016), onde encontramos recorrentes imagens que colocam a poesia como um meio de libertação do psiquismo, visto que, entre o ser-poeta e sua urdidura, ocorre um movimento em que o criador também é construído pelo que cria. Auxiliando-nos no processo de análise, faremos uso sobretudo dos estudos de Gaston Bachelard e Octavio Paz.

Biografia do Autor

Cláudia Mentz Martins, Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Professora Associada da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Pós-doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com bolsa CAPES/PRODOC, e em Lírica Portuguesa Contemporânea pela Universidade de Lisboa, também com bolsa CAPES. Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.

Karine Rodrigues de Oliveira, Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Graduanda em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.

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Publicado

2026-01-25

Como Citar

Mentz Martins, C., & Rodrigues de Oliveira, K. (2026). "Ver no escuro" é infinito. Texto Poético, 22(47), 167–190. https://doi.org/10.25094/rtp.2026n47a1233