Demarcar, reescrever: identidade e resistência, na perspectiva da poética do eu-nós, em Tempo de retomada (2025), de Trudruá Dorrico
DOI:
https://doi.org/10.25094/rtp.2026n47a1201Palavras-chave:
Literatura indígena, Identidade, Resistência, Poética do eu-nós, Trudruá DorricoResumo
Em Tempo de retomada (2025), a voz-poesia de Trudruá Dorrico reinscreve as identidades indígenas no território da cultura, usurpado pelas formulações colonialistas. Neste artigo, a partir da perspectiva da poética do eu-nós, fundamental à leitura da literatura indígena brasileira, e, ainda, de postulados de escritores e pesquisadores indígenas brasileiros e do olhar pós e decolonial, discutem-se as questões da identidade e da resistência a partir de três poemas da referida obra, evidenciando-se como esta escrita de si é também uma escrita de ancestralidade, coletividade e pertença, que retoma, demarca e reescreve.
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