Da casa à metrópole: o sujeito lírico e a reconfiguração do endereçamento em Lobo Damasceno

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25094/rtp.2026n48a1266

Palavras-chave:

Sujeito lírico, memória, migração, Rodrigo Lobo Damasceno, Casa do Norte

Resumo

Este artigo analisa a constituição do sujeito lírico em Casa do Norte (2020), obra de Rodrigo Lobo Damasceno, na intersecção entre memória individual e experiência coletiva. A poesia de Damasceno, marcada pela mobilidade espacial entre Nordeste e Sudeste, é definida por Ranieri (2020) como uma “estética migrante” que reorganiza a geografia brasileira ao explorar os sentimentos de exílio e precariedade dos migrantes nordestinos. A partir da relação entre lirismo e autobiografia, são discutidas as tensões entre o “eu” autobiográfico e o sujeito poético ficcional, que se dissolve e se recria no texto. O estudo também aborda o endereçamento lírico, revelando a ambiguidade na relação entre “eu”, “tu” e “nós”, que mobiliza o leitor como participante ativo do discurso. Damasceno cria, assim, uma poética singular que articula o íntimo e o coletivo, conectando memórias pessoais às vozes marginalizadas no espaço urbano contemporâneo.

Biografia do Autor

Marinna Silva Santos, Universidade Federal de Uberlândia - UFU

Doutoranda em Estudos Literários pela Universidade Federal de Uberlândia. Mestra em Educação pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (2024). Licenciada em Letras pela mesma universidade. Desenvolve pesquisa nas áreas de poesia brasileira e educação. Bolsista Capes. Uberlândia, Brasil.

Eduardo Horta Nassif Veras, Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

Professor de Literatura Francesa do Departamento de Letras Modernas da Universidade de São Paulo (USP). É bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Tem artigos publicados no Brasil e no exterior sobre poetas franceses e brasileiros modernos e contemporâneos. São Paulo, Brasil.

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Publicado

2026-05-31

Como Citar

Silva Santos, M., & Horta Nassif Veras, E. (2026). Da casa à metrópole: o sujeito lírico e a reconfiguração do endereçamento em Lobo Damasceno . Texto Poético, 22(48), 220–240. https://doi.org/10.25094/rtp.2026n48a1266