E o verbo se fez travessia: poéticas entre o mar e o deserto
DOI:
https://doi.org/10.25094/rtp.2026n48a1251Palavras-chave:
Paisagem, Ruy Belo, Tito Leite, Errância, TravessiaResumo
O artigo analisa o pensamento-paisagem nas poéticas de Ruy Belo e Tito Leite, evidenciando como, em contextos históricos e culturais distintos, ambos fazem da palavra um espaço de travessia e resistência. Em Ruy Belo, poeta português do século XX, a paisagem se configura como topografia espiritual e ética, metáfora da errância e da busca por transcendência diante da contingência histórica e da solidão moderna (Belo, 1969; 2009). Já em Tito Leite, poeta brasileiro contemporâneo, essas imagens se movem para um horizonte recente, no qual a paisagem desértica e urbana reflete a saturação do sensível e a construção de imagens artificiais (Leite, 2023).
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