A celebração da vida na poesia de Cairo de Assis Trindade

Weslei Roberto CÂNDIDO

Resumo


O presente estudo se dedica à análise da poesia de Cairo Trindade no livro intitulado Poezya, que porra é essa?. A partir das considerações de Octavio Paz sobre a revelação poética, pretende-se mostrar o caráter de celebração da vida que se oculta sob um título aparentemente agressivo, para, no final das contas, descortinar uma poética da comunhão do homem com o Outro por meio da posse corporal. Esse aspecto corpóreo na poesia de Trindade permite ao leitor ver o corpo como o templo da poesia e da vida que nasce por meio dos versos. Dessa maneira, percebe-se que o livro em questão celebra a vida cotidiana e a alegria de viver em comunidade. A comunhão com o Outro é que permite chegar ao sagrado e mudar a maneira de olhar o mundo.

Palavras-chave: Poesia. Revelação. Corpo. Celebração. Sagrado.


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Referências


BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabalais. Trad. Yara Frateschi Vieira. São Paulo: HUCITEC; Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1987.

PAZ, Octavio. O arco e a lira. Trad. Ari Roitman e Paulina Wacht. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

TINOCO, Bianca. Eduardo Kac e a escrita do corpo no espaço. In Concinnitas Ano 11, vol. 2, n. 17. Dezembro de 2010.

TRINDADE, Cairo de Assis. Poezya, que porra é essa? Rio de Janeiro: Personal, 2011.




DOI: http://dx.doi.org/10.25094/rtp.2015n18a408

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