A máscara da autoria em Mário de Andrade: teatralização da ficção

Daniela Soares PORTELA

Resumo


Este artigo objetiva investigar dois procedimentos técnicos de modernidade em Mário de Andrade (1893-1945): a teatralização de uma “autoria coletiva”, e o processo de “rasgamento” da moldura ficcional do suporte que carrega a camada expressiva de seus textos. Embora presentes em gêneros textuais diversos (conto, teatro, rapsódia, idílio e poema), esses procedimentos obedecem a uma diretriz geral, defendida em O baile das quatro artes (1943): cada gênero textual exige, em suas realizações específicas, a obediência às leis dos próprios elementos de sua constituição essencial. Nessa perspectiva, Mário de Andrade constrói a tensão fundamental que polariza música e silêncio nos “Poemas da negra”, de Remate de Males (1930): poesia é, essencialmente, som articulado. 


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DOI: http://dx.doi.org/10.25094/rtp.2009n7a144

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